Comitiva Internacional da ABRUEM garante parcerias com universidades belgas e alemãs
A Missão Internacional da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), encerrada no dia 22 de junho, garantiu a parceria das universidades brasileiras afiliadas com 21 instituições de Ensino Superior da Bélgica e da Alemanha.
O crescente prestígio do Ensino Superior brasileiro, reconhecido internacionalmente como um dos vinte países com maior produção científica, foi determinante para a assinatura dos convênios entre as universidades.
Bélgica
Na primeira parte da missão que aconteceu de 4 a 8 de junho na Bélgica, a comitiva formada por reitores, vice-reitores e assessores brasileiros visitou dez universidades locais e encerrou suas atividades no país com uma reunião com o Ministro da Educação do Governo Belga, Pascal Smet. No encontro, foi destacado o interesse das Universidades Belgas e das Universidades Estaduais e Municipais Brasileiras em intercâmbios acadêmicos, principalmente na execução do Programa Ciência Sem Fronteiras.
Alemanha
De 11 a 22 de junho a comitiva da Abruem esteve na Alemanha, onde visitaram diferentes universidades e institutos de pesquisas na Alemanha. Além disso, a comitiva foi recebida pelo Conselho de Reitores das Universidades Alemães e pelo DAAD.
A missão da Abruem na Alemanha foi concluída com uma ótima avaliação por parte dos seus participantes. Para o reitor da UEMG, Dijon Moraes Júnior, muitos pontos foram de grande importância durante as visitas às universidade, empresas e instituições de fomento à Ciência, Ensino e Pesquisa da Alemanha. “Fomos recebidos como players globais por sermos hoje parte da quinta economia do mundo. É gratificante saber que o Brasil faz parte do jogo internacional e vem reconhecido como parceiro das grandes potências mundiais”, afirma.
O reitor ressaltou também a estrutura, os programas e o modelo de gestão das maiores universidades europeias. “Visitamos três universidades, que, unidas, somam trinta Prêmios Nobel. Em outras, foram formados profissionais protagonistas de várias áreas de conhecimento, como Copérnico, Einstein, Alzheimer, Marx, Habermas, Nietzsche, Hegel entre vários outros”, aponta. A infraestrutura física dos campi também impressionaram. “Somente o novo campus da Universidade de Frankfurt custou € 700 milhões, cerca de R$ 2 bilhões”, relata.
O Programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Brasileiro, despertou o interesse das instituições visitadas devido às dez mil bolsas destinadas somente para a Alemanha. “Nós fizemos a nossa parte em divulgar as nossas universidades estaduais, para que os alemães cedessem vagas para os nossos alunos. Teve estado da Alemanha, como o de Baden-Wurttemberg, que com suas quinze universidades reservaram duas mil vagas para o Programa Ciência sem Fronteiras até o ano de 2015, vagas estas que vão da graduação até o pós-doutorado”, comemora.
Alunos e professores da Uemg terão a possibilidade de realizar parte de seus estudos em universidades que foram e ainda são parte da formação ética e cultural do ocidente. O reitor promete ainda parcerias com escolas de língua alemã para a preparação de alunos e professores no idioma bávaro. “Faremos o possível para que este propósito se torne uma realidade, estudamos, inclusive, a concessão parcial de bolsas para os alunos que se destacarem academicamente em suas unidades”, conclui entusiasmado o reitor Dijon Moraes Júnior.
REITORIA
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