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    Escola de Música passa a integrar o Circuito Liberdade, maior complexo cultural da AL

    DNA cultural e nova sede localizada na região da Savassi foram decisivos para qualificação como equipamento cultural

    Quando o Circuito Liberdade foi instituído em Belo Horizonte, ainda em 2010, teve como intuito consolidar e ressaltar uma vocação cultural que sempre pulsou no coração da capital mineira. Assim, o encontro de áreas como a arquitetura, a literatura, a memória e as artes visuais ganhavam mais notoriedade e se concentravam no delineado da Praça da Liberdade, outrora sede do poder executivo estadual. Com o passar dos anos, ampliou seus traçados até recostar-se na dimensão original da capital mineira, circunscrita à Avenida do Contorno, e incorporou outros interesses aos seus, como o design, o artesanato, a música, o turismo e a educação. 

    E para celebrar a marca de 15 anos de existência completadas neste ano, foi planejada uma série de ações para sua promoção, reposicionamento e divulgação, como a criação de uma nova identidade visual e um novo site, além da qualificação de mais 21 equipamentos culturais. 

    Um desses novos espaços é justamente a Escola de Música da UEMG (EsMu), que desde a inauguração de sua nova sede, no Bairro Funcionários, mais especificamente na Rua Cláudio Manoel, nº 1205, em agosto de 2024, já promovia atividades de extensão abertas à participação do público e que agora contará com um Plano de Trabalho aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura e pela Fundação Clóvis Salgado para oferecimento de apresentações musicais, oficinas, master classes, seminários de música, entre outras atividades de extensão ao cidadão belo-horizontino ou visitantes de outras localidades. 

    O anúncio oficial dos equipamentos incorporados ao Circuito ocorreu na quarta-feira passada, 05/11, em coletiva de imprensa concedida pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e pela Fundação Clóvis Salgado. 

    Hoje são 56 instituições pertencentes ao Circuito Liberdade, que vão da Sala Minas Gerais, no Barro Preto, ao bairro Santa Efigênia, onde se localiza o Centro Cultural Sesiminas. É também um sucesso de público: quase 3,5 milhões de pessoas visitaram esses espaços somente no 1º semestre do último ano. 

    O processo de qualificação da EsMu/UEMG foi iniciado em outubro do ano passado, após o lançamento do edital para escolha de novos equipamentos culturais que integrariam oficialmente o Circuito. Após manifestar seu interesse, a proposta da Escola foi uma das selecionadas, ao aliar simultaneamente sua perene atuação cultural e a localização de sua nova sede. 

    “A EsMu contribuirá para tornar a música mais acessível à população e fortalecer o ecossistema cultural local”, defende a professora Miriam Bastos. “Além disso, estar inserido em um contexto culturalmente rico potencializa o desenvolvimento cultural da própria cidade, permitindo que a instituição se torne um polo de referência em música e artes”. 

    Miriam é professora da Escola de Música e uma das docentes responsáveis pela implementação de ações e atividades para inserção e visibilidade da Escola no Circuito Liberdade. Ela coordena o Projeto de Pesquisa e Extensão Estruturante que levou a Escola a ser reconhecida como uma das mais bem-equipadas em qualidade e diversidade de pianos no país

    Para ela, existe um alinhamento natural da missão da Escola e da Universidade com os princípios gerais do Circuito, facilitando a convergência de ações e intuitos.  

    A diversidade de atividades de extensão que sempre foram uma tônica da Unidade Acadêmica, ao aderir ao Circuito aguçam a demanda do público e ganham maior notoriedade e facilidade de acesso, além de proporcionar possibilidades inovadoras de ações interdisciplinares ao se juntar a uma rede colaborativa de inúmeras áreas do conhecimento.  

    “A proposta contribuirá significativamente para a democratização do acesso ao conhecimento, oferecendo atividades artísticas, culturais e educacionais de alta qualidade, ao integrar a universidade à comunidade, fortalecendo os laços entre a instituição e a sociedade, representando uma oportunidade única para a UEMG ampliar seus horizontes e se consolidar como um agente transformador na sociedade”, avalia.

    A Escola de Música da UEMG se junta ao Espaço Cultural da Escola de Design da UEMG (ECED), que ocupa o antigo prédio do IPSEMG na Praça da Liberdade e integra o Circuito Liberdade desde 2018.

    Atividades recorrentes

    Desde a inauguração da nova sede da EsMu na Rua Cláudio Manoel, são realizadas atividades culturais abertas ao público interessado. Além da audição de estudantes, apresentações dos grupos musicais da Escola, e de cursos de extensão de curta duração, existem ainda outras que complementam o calendário. São elas: 

    • Arte no Palácio da Liberdade  
      Uma vez ao mês, geralmente às quartas-feiras
    • Terça com música  
      Série de concertos que acontece semanalmente às 19h no Auditório da Rua Claudio Manoel. 
    • Talentos da ESMU  
      Recital de jovens  talentos da Esmu uma vez ao mês aos domingos às 11h 
    • Parceria entre ESMU-Escola de Design  
      Concertos sempre na última segunda-feira do mês.  
    • Conversas sobre música  
      Ciclo de Palestras e debates sobre diversos assuntos em Música  | Uma vez ao mês. 
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