A professora Luana Carola dos Santos, do Departamento de Psicologia da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), foi entrevistada pelo jornal Estado de Minas em reportagens especiais sobre os sete anos da tragédia de Brumadinho. A docente abordou a importância dos espaços de memória e o processo de elaboração do luto coletivo em desastres tecnológicos como os que ocorreram em Brumadinho e Mariana.
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Às 12h28 de 25 de janeiro de 2019, a barragem de rejeitos da Mina do Córrego do Feijão, pertencente à Vale, se rompeu e arrastou violentamente tudo o que havia pela frente: estruturas administrativas, carros, vagões. A onda de lama atingiu o Rio Paraopeba, devastou a vegetação e matou 272 pessoas, entre elas, 251 trabalhadores ligados à mineradora, dois nascituros, moradores da comunidade e turistas. Sete anos depois, familiares e comunidade seguem na luta por justiça e pela preservação da memória das vítimas.
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Na reportagem, a professora destacou o papel fundamental de iniciativas como o Memorial Brumadinho para a preservação da memória das pessoas atingidas. "Para a psicóloga Luana Carola, professora e doutora do Departamento de Psicologia da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), espaços como esse cumprem um papel central na elaboração do luto coletivo", aponta a matéria. Segundo a docente, esses lugares "lembram à sociedade que o que aconteceu foi um crime, e não um acidente, já que (as barragens) estavam em nível de alerta".
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A especialista também abordou as particularidades do sofrimento causado por tragédias desse tipo. "No caso de Brumadinho, estamos falando do que a psicologia chama de 'morte em vida'. São mortes inesperadas, violentas, que interrompem a vida de forma abrupta. Diferente de quando alguém está doente e a família pode, de alguma forma, se preparar para a perda", explicou Luana Carola. A professora ressaltou ainda que o caráter violento do rompimento contribui para o prolongamento do sofrimento: "Muitas pessoas não conseguiram se despedir. Souberam da morte por notícias na televisão, por telefonemas interrompidos. É um ciclo que não se fecha, que arrasta essas pessoas."
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Para a docente da UEMG, o aspecto coletivo da memória é essencial para a ressignificação das perdas e para evitar que novas tragédias ocorram. "Esses instrumentos ajudam na ressignificação das vidas interrompidas e lembram que esse tipo de crime não pode acontecer novamente", afirmou. As reportagens completas podem ser acessadas nos links: https://www.em.com.br/gerais/2026/01/7340048-luto-em-cada-coracao-memoria-coletiva.html e https://www.em.com.br/gerais/2026/02/7345483-brumadinho-unidas-na-dor-familias-transformam-luto-em-luta.html
