Uma pesquisa nascida na Faculdade de Educação da UEMG ganhou repercussão internacional. No dia 29 de maio, a egressa do Programa de Pós Graduação em Educação e Formação Humana, Beatriz Barbosa Gomes, apresentou um paper na 23rd Annual Kaleidoscope Conference, realizada na Faculty of Education da University of Cambridge, no Reino Unido.
O trabalho, intitulado "Teacher Preparation Policies and Special Education in Brazil: Tensions between Discourse and Practice", é derivado da dissertação de mestrado da pesquisadora, concluída no Programa de Pós Graduação em Educação e Formação Humana da Faculdade de Educação da UEMG, sob orientação da professora Dra. Deolinda Armani Turci.
A dissertação, intitulada "Entre políticas públicas, projetos pedagógicos e a experiência de alunas egressas: a formação docente, a Educação Especial e o modelo social de compreensão da deficiência na FAE/UEMG", dedica um capítulo inteiro à Faculdade de Educação da UEMG, reforçando o compromisso da pesquisa com a memória e a realidade da própria instituição que formou a pesquisadora.
O estudo apresentado em Cambridge analisa criticamente como as políticas de formação de professores no Brasil tratam a Educação Especial e quais são as implicações dessas políticas para práticas inclusivas no ensino regular. Com base no modelo social da deficiência e na abordagem do ciclo de políticas, a pesquisa examina seis documentos normativos publicados entre 1996 e 2024, entre eles a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e diretrizes curriculares emitidas pelo Conselho Nacional de Educação.
Os resultados apontam que, embora a educação inclusiva seja frequentemente afirmada no discurso das políticas públicas, a Educação Especial permanece fragmentada e periférica na formação de professores. Enquanto documentos mais antigos sinalizam avanços discursivos sem estrutura suficiente, as políticas mais recentes reforçam um modelo tecnicista, que enfraquece a formação crítica e transfere aos professores uma responsabilidade que deveria contar com mais suporte institucional.
Beatriz Barbosa Gomes é também compõe o Grupo de Pesquisa e Extensão em Educação Inclusiva e Psicologia (GPEIP) da FaE/UEMG e, atualmente, cursa o doutorado na FaE/UFMG, dando continuidade aos estudos na área da Educação Inclusiva. A trajetória da pesquisadora é um motivo de orgulho para a Faculdade de Educação da UEMG, que reafirma seu papel na formação de pesquisadoras comprometidas com uma educação mais justa e inclusiva.
