A Unidade Frutal registrou em 2025 um feito notável em seu curso de Direito: mais de 20 de seus estudantes foram aprovados no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes mesmo de concluírem a graduação. O Exame da Ordem é prova obrigatória para bacharéis em Direito (ou para estudantes do último ano) se inscreverem na OAB. Composta por duas etapas, a primeira com 80 questões objetivas e, na sequência, uma prova prático-profissional, a avaliação é reconhecida pela exigência: é comum que apenas cerca de 23% dos candidatos sejam aprovados. De acordo com o coordenador do curso, professor “ter mais de 20 aprovados em Frutal, nesse cenário, demonstra o alto desempenho do curso”.
Ainda de acordo com o professor Fábio, o resultado de 2025 reforça a tradição de excelência acadêmica do curso de Direito em Frutal sendo esse índice expressivo de aprovação “reafirma a tradição de excelência do curso e o compromisso coletivo entre docentes, discentes e equipe de apoio”.
Além disso, o curso de Direito de Frutal tem sido reconhecido pela própria OAB. O Selo de Qualidade – instituído no programa “OAB Recomenda” – é conferido a cada três anos aos cursos que se destacam nos resultados do Exame de Ordem e do ENADE. Em Minas Gerais, além de Frutal, outras unidades da UEMG (como Diamantina e Passos) já figuram na lista de cursos recomendados pela OAB.
Nesse sentido, o foco permanece em manter alta exigência acadêmica e proporcionar oportunidades de pesquisa e extensão: tudo para que os formandos estejam prontos para atuar com excelência na advocacia e contribuir para a justiça social.
Processos seletivos somam 5.374 vagas gratuitas em cursos presenciais e a distância
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) encerra, no próximo 11 de dezembro, as inscrições para dois processos seletivos: o Vestibular UEMG 2026 (presencial) e o Vestibular UEMG/EaD 2026, que oferta vagas para cursos de graduação na modalidade a distância. Ao todo, são 5.374 vagas gratuitas distribuídas entre 141 cursos presenciais e três cursos EaD, alcançando 22 unidades acadêmicas e polos presenciais em diferentes regiões do Estado.
Vestibular Presencial 2026: 5.024 vagas em todas as regiões do Estado
O Vestibular UEMG 2026 oferece 5.024 vagas em cursos de graduação presencial. As oportunidades se estendem por 22 unidades acadêmicas, localizadas em 19 municípios mineiros, incluindo a capital. A taxa de inscrição é de R$ 30, com possibilidade de isenção para egressos de escolas públicas e inscritos no CadÚnico.
A prova de conhecimentos gerais será realizada em 18 de janeiro de 2026, em formato presencial, nas cidades onde a UEMG tem Unidade: Abaeté, Araguari, Barbacena, Belo Horizonte, Campanha, Carangola, Cláudio, Diamantina, Divinópolis, Frutal, Guanhães, Ibirité, Ituiutaba, João Monlevade, Leopoldina, Passos, Poços de Caldas e Ubá.
Os candidatos aos cursos de Música – Licenciatura e Bacharelado realizarão uma prova de habilidades específicas, marcada para 7 de fevereiro de 2026.
Vestibular UEMG/EaD 2026: 350 vagas em três cursos gratuitos
O edital do Vestibular EaD 2026 oferece 350 vagas em três cursos da modalidade a distância:
Tecnologia em Gestão Pública Municipal (100 vagas)
Tecnologia em Gestão Sustentável do Turismo (100 vagas)
Bacharelado em Biblioteconomia (150 vagas)
A seleção será realizada por Avaliação Curricular do Ensino Médio, considerando as notas de Língua Portuguesa e Matemática. A taxa de inscrição é de R$ 80, com pagamento permitido até 12 de dezembro. O período para solicitação de isenção já foi encerrado em 24 de novembro.
Os cursos são ofertados pelas unidades acadêmicas de Leopoldina, Carangola e Divinópolis, com atividades distribuídas em polos presenciais de várias regiões do Estado, como Conselheiro Lafaiete, Durandé, Ibirité, Cambuí, Poços de Caldas, Sabará, Salinas e São João del Rei.
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Unidade Ibirité, comemora o reconhecimento nacional do projeto de extensão Primeiro Giro Bike Escola, vencedor do Prêmio Bicicleta Brasil 2025, concedido pelo Ministério das Cidades. A iniciativa recebeu o Selo “Bicicleta Brasil” e o certificado oficial que o reconhece como uma ação de destaque no incentivo à ciclomobilidade no país.
O prêmio, que valoriza iniciativas técnicas, sociais, científicas e artísticas voltadas ao uso da bicicleta como meio para melhorar a mobilidade urbana, teve seu resultado publicado no Diário Oficial da União em 07 de novembro de 2025, por meio da Portaria SEMOB/MCID nº 1.292/2025, que homologou a lista definitiva de projetos selecionados.
Na categoria “Instituição de Ensino – subcategoria Saúde e Qualidade de Vida”, o projeto da UEMG conquistou o 7º lugar nacional, reforçando a importância e o impacto social da proposta.
Coordenado pela Profa. Dra. Carla Nogueira, do curso de Educação Física da UEMG–Ibirité, com apoio da estudante bolsista PAEx Angélica Genelhu, o Primeiro Giro Bike Escola funciona como uma verdadeira escola de ciclismo para iniciantes.
A equipe também conta com os seguintes monitores voluntários: Jefferson Gonçalves Rosa, Rebecca Aguilar Ferreira, Clisia Gama Neves, Gustavo Lúcio Xavier Rezende, Pedro de Castro Almeida, Angélica Cristiane de Jesus, Stephanie Chaves de Souza e Vanessa Souza Rios.
Totalmente gratuito e aberto à comunidade de Ibirité, o projeto acontece todas as segundas-feiras, às 17 horas no estacionamento do prédio Caio Martins, dentro da unidade da UEMG Ibirité. Seu objetivo central é oportunizar às pessoas o aprendizado dos primeiros giros, possibilitando que adultos e crianças tenham, muitas vezes pela primeira vez, a experiência de andar de bicicleta.
O projeto se destaca pela relevância social: ao ensinar a pedalar, promove não apenas o lazer, mas o acesso à cidade, permitindo que a bicicleta se torne um instrumento de mobilidade, saúde e autonomia.
Muitos participantes relatam que nunca tiveram oportunidade de aprender anteriormente. A partir desses depoimentos e do perfil do público atendido, observa-se que o projeto cumpre sua função extensionista ao aproximar a população da experiência ciclística, contribuindo para:
melhora da saúde e qualidade de vida;
ampliação das possibilidades de deslocamento pela cidade;
promoção da autonomia, especialmente para mulheres e adultos que antes não pedalavam;
fortalecimento da cultura da ciclomobilidade em Ibirité.
O reconhecimento nacional reforça a importância de iniciativas que conectam a população aos seus direitos fundamentais — lazer, mobilidade, educação e saúde — por meio de práticas simples, acessíveis e transformadoras.
Ao conquistar o Selo “Bicicleta Brasil”, o Primeiro Giro Bike Escola se junta a um seleto grupo de iniciativas brasileiras que impactam positivamente a mobilidade urbana. O prêmio evidencia o compromisso da UEMG Ibirité com ações que unem ensino, pesquisa, extensão e responsabilidade social.
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) marcou presença no Encontro Nacional de Popularização da Ciência, realizado entre os dias 2 e 4 de dezembro de 2025, em Brasília. O evento reuniu representantes de instituições de ensino e pesquisa, gestores públicos e coordenadores estaduais para discutir políticas, estratégias e ações voltadas à democratização do acesso ao conhecimento científico no país.
A participação da UEMG destacou projetos de referência na área de popularização da ciência. Representando a Unidade João Monlevade, Daniele Cristina Gonçalves e Anna Carolina Simões, juntamente com Luiz Otávio Menezes Teles, da Unidade Guanhães, apresentaram as ações desenvolvidas pela 8ª Olimpíada Itabirana de Matemática (OIM), iniciativa que tem ampliado o interesse de estudantes da educação básica pela área das Ciências Exatas. Pela Fae/UEMG, Fernanda Aires Guedes representou a Feira Mineira de Iniciação Científica (FEMIC), reconhecida pela promoção da iniciação científica entre crianças, jovens e professores da rede básica.
O encontro contou com a presença de importantes autoridades do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), entre elas a Ministra Luciana Santos, o Secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES), Inácio Arruda, e a Diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica (DEPEC), Juana Nunes. As discussões reforçaram a importância da cooperação entre universidades, programas governamentais e redes de pesquisa para ampliar o alcance das ações de popularização da ciência em todo o território nacional.
A professora Daniela Gonçalves falou sobre a importância de representar a UEMG em um evento tão relevante para a democratização do conhecimento científico no país. "Representar a UEMG de João Monlevade em um evento dessa relevância é essencial para fortalecer a democratização da ciência, ampliar a visibilidade da instituição e contribuir ativamente para as discussões nacionais sobre acesso ao conhecimento científico."
A presença da UEMG no evento reafirma o compromisso institucional com a promoção da ciência como instrumento de inclusão, formação cidadã e desenvolvimento social, fortalecendo iniciativas que aproximam a comunidade acadêmica da sociedade.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou a Chamada Pública Auxílio à Promoção de Eventos Científicos, Tecnológicos e/ou de Inovação (ARC), destinada ao apoio de iniciativas que contribuam para o fortalecimento da ciência brasileira e para a ampliação da cooperação acadêmica, nacional e internacional.
A chamada pretende incentivar a realização de eventos que promovam a disseminação do conhecimento, estimulem a interação entre grupos de pesquisa e projetem a produção científica do país em diferentes áreas. Podem participar instituições e pesquisadores(as) que planejem organizar eventos acadêmicos, tecnológicos ou de inovação ao longo de 2026.
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) divulgou, nesta terça-feira (02/12), o Resultado Preliminar da Análise Documental dos candidatos inscritos nas modalidades PROCAN, Inclusão Regionale Vagas para pessoas Trans no Vestibular UEMG 2026. A informação consta no cronograma oficial do processo seletivo, disponível no edital.
Conforme previsto, os candidatos poderão interpor recurso contra o resultado preliminar nos dias 3 e 4 de dezembro, diretamente pela Área do Candidato. Já o Resultado Final da Análise Documental será publicado em 11 de dezembro, também no site do Vestibular. O candidato que tiver o pedido de inscrição nos programas de reserva de vagas indeferido será remanejado para a Ampla Concorrência.
O cronograma estabelece ainda que o prazo final para inscrições na modalidade Ampla Concorrência se encerra em 11 de dezembro, e que o pagamento da taxa pode ser efetuado até 12 de dezembro, com confirmação até o dia 17. A lista de inscrições homologadas será divulgada em 30 de dezembro.
Datas importantes desta etapa
Etapa
Data
Publicação do Resultado Preliminar da Análise Documental
02/12/2025
Período de recursos
03 e 04/12/2025
Divulgação do Resultado Final da Análise Documental
11/12/2025
Último dia para inscrição (Ampla Concorrência)
11/12/2025
Último dia para pagamento da taxa
12/12/2025
Publicação da Lista de Inscrições
17/12/2025
Homologação das inscrições
30/12/2025
Próximas etapas
A Prova de Conhecimentos Gerais será aplicada em 18 de janeiro de 2026, às 14h, em local informado no Cartão da Prova, que será disponibilizado no dia 30 de dezembro.
O Vestibular UEMG 2026 oferece 5.024 vagas distribuídas entre 22 unidades acadêmicas e cursos em todas as regiões do estado.
Todas as informações e documentos oficiais do processo seletivo estão disponíveis em:
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) promoveu, nesta terça-feira, a Mesa 2 do 27º Seminário de Pesquisa e Extensão (P&E), dedicada ao tema “Comunicação Científica: como furar a bolha e enfrentar a desinformação”. Transmitido pela TV UEMG Oficial, o debate integrou a programação do evento, que neste ano aborda “Ciência para todos: o papel da universidade na difusão do conhecimento”.
A mesa foi mediada por Antonio Araujo, Assessor-Chefe de Comunicação da UEMG, e contou com a participação de dois especialistas reconhecidos nacionalmente: Professora Karol Natasha, diretora da Unidade Acadêmica de Frutal e pesquisadora da área de desinformação e pós-verdade, e Professor Francisco Machado Filho (Kiko), diretor da TV Unesp e presidente da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU).
Assista a íntegra da Mesa 2 - Comunicação Científica
O desafio de comunicar ciência e “furar a bolha”
Ao abrir o debate, o Professor Kiko destacou o paradoxo da comunicação científica frente ao ambiente digital. Embora nunca tenham existido tantas plataformas para divulgar conhecimento, o alcance efetivo do conteúdo produzido pelas universidades é reduzido devido ao funcionamento dos algoritmos e à lógica de nichos das redes sociais.
Segundo ele, os conteúdos universitários — generalistas e diversificados — não encontram espaço em plataformas personalizadas como YouTube, Instagram e TikTok, dificultando o acesso amplo da sociedade ao conhecimento científico.
“Para furar a bolha digital, precisaríamos de múltiplos canais segmentados, algo que a universidade pública não consegue sustentar. Esse é um problema estrutural”, afirmou.
Kiko defendeu que a solução passa por educação midiática e políticas públicas permanentes que fortaleçam a comunicação pública e universitária. Ele lembrou o risco representado pelo PL 8.889/2017 (Lei do Streaming), em tramitação no Congresso, que elimina a obrigatoriedade de canais universitários nas operadoras de TV via streaming, afetando 66 emissoras ligadas a instituições de ensino superior.
Ciência em disputa e crise de confiança
A Professora Karol Natasha abordou os impactos da desinformação na construção da percepção pública sobre ciência. Ela explicou que as câmaras de eco, reforçadas pelas redes digitais, criam ambientes onde prevalecem conteúdos que confirmam crenças prévias, dificultando o diálogo e ampliando discursos anticiência.
Dados citados pela professora ilustram a mudança nos hábitos de consumo de informação:
59% dos links compartilhados não são abertos pelos usuários;
Dos que são abertos, 81% leem apenas o primeiro parágrafo.
Esse comportamento, afirmou Karol, contribui para uma leitura superficial da realidade, substituindo conhecimento por opinião e enfraquecendo o método científico.
Estratégias e caminhos possíveis
Para enfrentar esse cenário, os especialistas apresentaram propostas, entre elas:
Produção de conteúdo claro e acessível, sem distorções simplificadoras;
Articulação com a educação básica e fortalecimento da cultura científica;
Narrativas e storytelling para aproximar ciência e cotidiano;
Uso inteligente de recursos visuais e iniciativas colaborativas entre pesquisadores, jornalistas e educadores;
Políticas institucionais permanentes e financiamento específico.
Karol reforçou que a divulgação científica deve ser compreendida como política pública e como ferramenta para fortalecer a democracia.
TV aberta e rádio como aliados estratégicos
O Professor Kiko destacou que, para alcançar públicos amplos e diversos, a TV aberta permanece o meio mais eficaz.
“Não existe outra força capaz de enfrentar a desinformação em massa. A televisão aberta ainda é o veículo de maior capilaridade e impacto no país”, afirmou.
O rádio também foi apontado como ferramenta relevante, especialmente em cidades do interior, onde cumpre papel essencial de democratização da informação.
Novas métricas e formação universitária
Os participantes discutiram ainda a necessidade de rever currículos e indicadores de impacto para atender às demandas das agências de fomento, que exigem divulgação científica como resultado de pesquisa. Entre as propostas, estão a inclusão de disciplinas obrigatórias sobre divulgação científica e treinamentos específicos para produção multiplataforma.
O debate encerrou com o consenso de que comunicar ciência é um trabalho de longo prazo, coletivo e intersetorial, que exige planejamento, investimento e compromisso institucional.
Mesa do 27º Seminário de Pesquisa e Extensão debateu práticas que conectam universidade, povos tradicionais e comunidades surdas, destacando planejamento e permanência
Na mesa “Conhecimento em Movimento: A extensão que faz circular novas ideias”, realizada no 27º Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG, professores extensionistas defenderam a extensão universitária como espaço de coprodução de conhecimento e articulação com movimentos sociais. A discussão foi mediada pelo pró‑reitor adjunto de Extensão Antônio (professor da FaPPGeN/UEMG), o professor Tuender Durães (Escola de Design/UEMG) e o pesquisador Emanuel Almada (Departamento de Antropologia e Arqueologia/UFMG).
Os debatedores trouxeram relatos práticos — de criação de materiais didáticos em Libras a programas com mestres e mestras de saberes tradicionais — e enfatizaram que extensão exige escuta, planejamento e financiamento sustentável.
Extensão e inclusão
Tuender Durães, professor de ensino superior na UEMG e doutorando em design pela Escola de Design da UEMG, descreveu seus projetos voltados à inclusão de pessoas surdas no ensino e no mercado. Segundo ele, a produção de materiais didáticos e a definição de sinais específicos para a área de design é um ponto central para reduzir atrasos linguísticos e garantir acesso real ao ensino da área pela comunidade durda: "O meu projeto, a minha tese, é buscar justamente esse desenvolvimento de materiais, de estratégias focadas na pessoa surda, para que esse material seja mais claro, seja mais objetivo no seu uso, propriamente dito, para o surdo conseguir perceber tudo aquilo que está sendo apresentado. E esse material também tem como objetivo diminuir esse atraso linguístico que as pessoas surdas durante muito tempo tiveram". Ele apresentou ainda iniciativas práticas, como jogos em Libras e oficinas imagéticas, para aproximar ouvintes e surdos em escolas, hospitais e empresas.
Saberes tradicionais como produção de conhecimento
Emanuel Almada — ex‑professor da UEMG e atualmente no Departamento de Antropologia e Arqueologia da UFMG — inseriu a extensão na crítica à universalidade da ciência (a pretensa supremacia da ciência como único protagonista na produção de conhecimento) e defendeu a valorização de saberes populares e tradicionais. Para ele, os projetos com comunidades (carroceiros, benzedeiras, quilombolas, indígenas) não são meramente didáticos, mas difusores e perpetuadores de conhecimento: "Essa nossa forma hegemônica de produzir conhecimento [por meio da ciência], ela não tem muito mais que 400, 500 anos... E esses saberes todos, saberes de uma benzedeira sobre uma planta, ou saberes de um pescador sobre as técnicas de pesca, de tecer uma rede, eles são expressões de modos de produção de mundos". Emanuel ressaltou experiências do projeto Encontro de Saberes e a importância de reconhecer osa saberes perpetuados por mestres e mestras.
Planejamento, permanência e financiamento
O pró‑reitor adjunto de Exensão Antônio conduziu o diálogo destacando a necessidade de articular estratégia e permanência nas ações extensionistas: "O nosso objetivo aqui hoje é ouvir a experiência dos professores, a experiência profissional e a trajetória extensionista e tentar hoje, juntos, chegarmos a esse entendimento de que tipo de extensão que faz circular novas ideias." Na sequência, os debatedores concordaram que a extensão eficaz exige escuta prolongada, articulação com movimentos sociais e soluções criativas para enfrentar limitações orçamentárias e burocráticas — como a transformação de emendas parlamentares em bolsas, parcerias com organizações comunitárias e elaboração de editais adaptados às especificidades locais.
A mesa mostrou que, para além de intervenções pontuais, a extensão que “faz circular novas ideias” precisa ser um esforço coletivo e duradouro: combina pesquisa, ensino e intercâmbio com saberes que vêm de fora dos muros acadêmicos. As experiências relatadas por Tuender e Emanuel apontam caminhos práticos (materiais em Libras, jogos, encontros de saberes, remuneração de mestres) e abstratos (escuta, respeito e parcerias) para quem pretende transformar a extensão em instrumento de transformação social.
A comunidade universitária é convidada a acompanhar as demais atividades do 27º Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG e conferir a programação completa em https://www.uemg.br/27-seminario-pesquisa-extensao
Após a palestra de abertura, realizada na noite de quarta-feira (26/11), sobre a difusão do conhecimento, nesta quinta-feira (27/11) será transmitida pelo canal do YouTube da TV UEMG, às 14h, a primeira mesa da Programação Geral, intitulada Conhecimento em Movimento: A extensão que faz circular novas ideias.
O moderador do debate e um dos palestrantes da tarde será o pró-reitor adjunto de Extensão da UEMG, professor Antônio Rodrigues Neto. Doutor em Direito pela USP, atua como docente na Faculdade de Políticas Públicas e Gestão de Negócios da UEMG. Os outros participantes serão o professor da UEMG Tuender Durães de Lima, que atua em Design Educacional, Libras e Educação Inclusiva de Surdos e atualmente é doutorando da Escola de Design da UEMG, e Emmanuel Duarte Almada, professor do Departamento de Antropologia e Arqueologia da UFMG, doutor em Ambiente e Sociedade pela Unicamp.