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    Projeto de extensão “UEMG de portas abertas” é realizado na Unidade

    Assessoria de Comunicação – UEMG Divinópolis 
    Texto: Elvis Gomes 
    Fotos: Isabella Marques 
    Transcrição das entrevistas: Jéssica Guedes (estagiária)  

    O contato direto com a ciência desperta nos estudantes do ensino fundamental novas formas de ver e questionar o mundo no qual estão inseridos, transformando-os em agentes do seu próprio aprendizado e não somente em receptores de informações. Pensando em colocar em prática esta ideia, a UEMG Unidade Divinópolis, em parceria com a Prefeitura de Divinópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), realizou, entre os dias 10 e 14 de outubro, o projeto de extensão “UEMG de portas abertas: desmistificando a ciência”.  

    Durante a semana, estudantes do ensino fundamental das escolas municipais Professora Hermínia Corgozinho e Sidney José de Oliveira participaram das atividades do projeto, cujo objetivo foi proporcionar aos alunos a oportunidade de vivenciar o dia a dia da ciência, através da realização de atividades de discussão, experimentação e treinamento em laboratórios da Unidade. O “UEMG de portas abertas” beneficiou, também, professores das escolas públicas e alunos dos cursos de Ciências Biológicas e Química da Unidade diretamente envolvidos nas atividades como monitores.  

    A cerimônia de abertura do projeto ocorreu no dia 10 de outubro, na sala 510 (bloco 5) da Unidade, e contou com a presença, além dos estudantes das escolas municipais, da diretora da UEMG Divinópolis, professora Ana Paula Martins Fonseca; do vice-diretor, professor André Amorim Martins; da coordenadora de Extensão da Unidade, professora Janaina Visibeli Barros; da coordenadora do projeto, professora Grazielle Ribeiro Goes; da vice-prefeita de Divinópolis e secretária de Governo, Janete Aparecida; e da secretária municipal de Educação, Andreia Dimas. Também participaram os monitores do projeto, a gerente de Políticas Educacionais da Semed, Ilza Soares de Oliveira Diniz; os professores Adilson da Costa Filho e Cleide Gontijo, da Escola Professora Hermínia Corgozinho; e Gisele de Melo, da Escola Sidney José de Oliveira. Na ocasião, foi realizada a assinatura “pro forma” do convênio do projeto.  


    O evento de encerramento do projeto foi realizado no dia 14 de outubro, também na sala 510 (bloco 5), e contou com a participação do vice-diretor da Unidade e das professoras Amanda Amália Araújo do Carmo, Grazielle Ribeiro Goes, Maria Marta Figueiredo e Rafaela Magalhães Macedo Paim, organizadoras do projeto. Durante o evento, ocorreram a cerimônia de formatura dos estudantes e de homenagem aos monitores e ao bolsista do projeto, Pedro Paulo da Costa Sousa, e aos professores Adilson da Costa Filho, da Escola Professora Hermínia Corgozinho, e Maria Elizabete da Costa Pereira, da Escola Sidney José de Oliveira. 

    Confira alguns depoimentos sobre o projeto: 

    “É uma grande alegria ter as nossas portas abertas para receber os estudantes das escolas municipais, uma vez que este é o primeiro acesso, uma primeira vinda desses estudantes a uma Universidade. E aqui eles puderam participar realmente dos aspectos e dos traços que uma Universidade propõe: de trazer o aspecto científico e produzir um tipo de conhecimento diferente do que é ofertado no ensino fundamental. E, com isso, a gente consegue promover, junto aos estudantes, um acesso à Universidade e à Ciência e um encontro realmente entre nós da Universidade com a cidade em si. Então, o ‘UEMG de portas abertas’, pra gente, é um projeto de grande êxito.” 

    André Amorim Martins, vice-diretor da UEMG Divinópolis 

    “A experiência é impagável. O projeto é extremamente fundamental. Para que os meninos entendam, eles não têm essa percepção de Ciência muito importante e que o projeto traz, uma percepção de como é feita a Ciência, de como a Ciência se desenvolve. O método científico foi super trabalhado no projeto. Então, eles tiveram a oportunidade de ter uma ideia, de trabalhar essa ideia, promover projetos, conhecimento e os experimentos. Se dedicar à interpretação daqueles resultados, então, foi muito importante. Acho que é extremamente fundamental que esses meninos tenham essas possibilidades e se vejam aqui, nesse espaço público, nesse espaço tão individual que é a Universidade e, ao mesmo tempo, tão amplo. Acho que é importante que eles consigam se ver aqui e se imaginar futuramente recebidos aqui.” 

    Professor Adilson da Costa Filho, da Escola Municipal Professora Hermínia Corgozinho 


    “Nós fizemos várias experiências. Eu gostei do local. É muito bom, e eu queria vir de novo. E o lugar é bem agradável. Não conhecia o campus, achei bem legal. E o projeto é muito bom também. Espero estar aqui quando eu completar o 3º ano. Eu gostei muito do jeito de a gente pensar, de sairmos com uma nova ideia. E também de mostrar o que a gente aprendeu. A conclusão a que eu cheguei foram as perguntas que fizemos e respondemos. Queria vir mais vezes. Eu amei.” 

    Gabriel Ferreira Lima, estudante da Escola Municipal Sidney José de Oliveira 

    “Eu achei muito interessante a gente poder estar aqui porque tem muita gente que não tem uma oportunidade desse tipo, de poder estar conhecendo a faculdade e tal, e é muito importante ter esse conhecimento porque eu acho que estimula mais jovens a terem o interesse de começar mais novos para, no futuro, terem mais facilidade. E eu achei muito importante, muito interessantes as pesquisas.” 

    Mariane Faria Souza, estudante da Escola Municipal Professora Hermínia Corgozinho 

    “O nosso objetivo é trazer os alunos de escolas públicas da região, e, desta vez, voltamos para as escolas municipais de Divinópolis. Para aprenderem um pouco sobre Ciência dentro da Universidade. A questão mais importante desse projeto é que os alunos aprendem a fazer Ciência na prática. Então, eles aprendem a questionar, fazem perguntas dentro de uma temática que a gente escolhe, respondem a uma dessas perguntas cientificamente e chegam a uma conclusão. Então, eles aprendem sobre o método científico, a validade da ciência, a questionar e buscar respostas confiáveis. E essa é a nossa ideia principal: que esses alunos venham até aqui e conheçam o método científico, conheçam a Universidade. E que saibam, de fato, que a gente está de portas abertas e que aqui é um ambiente em que eles podem almejar e que estamos aqui para recebê-los no futuro, quando eles estiverem concluído o ensino básico. Todo o trabalho é realizado na Unidade. A gente vai às escolas, faz uma visita, convidando os alunos e explicando a proposta do projeto. Então, a gente explica para eles que o nosso tema vai ser ‘o que é a Ciência na cozinha?. Este foi o tema que a gente escolheu dessa vez, e eles vão fazer várias perguntas sobre esse tema. Vão pensar: ‘Poxa! O que há de Ciência na cozinha?’ Eles questionam por que a pipoca estoura, por que o mentos faz a Coca-Cola explodir. Então, essas coisas que são do dia a dia eles começam a fazer esses questionamentos. Todas as etapas de experimentação são realizadas nos laboratórios aqui da Unidade, que é para eles vivenciarem em a Universidade, porque, às vezes, para a gente que está dentro de uma Universidade, é muito comum e corriqueiro, mas esses alunos, muitas vezes, nem sabem que a nossa Universidade existe e que somos uma Universidade pública. Então, trazê-los pra cá é muito importante. A gente faz uma visita, mas o processo todo acontece aqui dentro.” 

    Grazielle Ribeiro Goes, professora da UEMG Divinópolis e coordenadora do projeto 



    "Enquanto realização da Universidade, eu vejo o projeto de uma forma muito importante, assim como os professores disseram, porque os meninos veem muito crus e começam a ter aquela visão de método científico. Eles começam a questionar as coisas e não aceitam mais qualquer coisa. Então, as pessoas falam, por exemplo, que na cozinha não se deve comer leite com manga. Aí eles vão pressionar porque qualquer quantidade da manga, qualquer quantidade de leite... Então, eles começam a ter esse senso crítico. Enquanto monitor, observei que o desenvolvimento deles foi bastante ok, bastante legal para o nosso projeto. Isso a que eles chegaram, não tinham noção de práticas dentro de laboratório, porque as escolas, infelizmente, não têm estrutura para isso, e aqui eles tiveram uma visão completamente diferente e puderam experimentar da forma que quiseram. Eles puderam utilizar materiais que não conheciam, e isso foi bastante enriquecedor, tanto para eles quanto para nós, monitores, porque, enquanto eu estava monitorando os demais monitores, percebi também que a interação deles era muito boa. Então, eles questionavam os meninos, sempre perguntavam as dúvidas que eles tinham. Os monitores sempre instigavam eles a procurarem métodos para resolverem aquelas questões. Os monitores envolvidos foram da Química e das Ciências Biológicas. Eu sou de Ciências Biológicas.” 

    Pedro Paulo Costa Sousa, estudante da UEMG Divinópolis e bolsista do projeto 

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