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    As agroflorestas são a salvação do Brasil? 

    Iniciativas Sistema Agroflorestal objetivam regeneração do solo,
    redução de gases e preservação de mata nativa 

     

    Túllio Viriato 
    Estudante do 3º período de Jornalismo – UEMG Divinópolis 
    Bolsista do Edital PAEx nº 09/2023 
    Orientação: professores Daniela Couto e Reinaldo Maximiano Pereira (Laboratório de Jornalismo e Laboratório Multimídia) 


    Sistema que auxilia na preservação do meio ambiente e na recuperação da fertilidade do solo pode ser solução do governo brasileiro, em acordo feito com outros 194 países. 

    O compromisso mundial conhecido como “acordo de Paris”, assinado no dia 12 de dezembro de 2015, tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que contribui para o aumento da temperatura do planeta. A meta é que o aumento seja medido abaixo de dois graus célsius. 

    Para frear o aumento da temperatura mundial, o Brasil se comprometeu a reduzir, até 2030, cerca de 43% das suas emissões de gases. Para isso, um dos objetivos traçados pelo governo para cumprir com o acordo é a diminuição do desmatamento e restauração e reflorestamento de 12 milhões de hectares. Assim, os Sistemas Agroflorestais (SAFs) podem ser fundamentais para tal. 

    Em entrevista para o G1, o biólogo Murilo de Lima Arantes explicou o que são os SAFs: “Os sistemas agroflorestais são técnicas de cultivo agrícolas que associam as espécies de interesse para o consumo humano e também para o cultivo de árvores.  

    Tal trabalho é feito dessa forma para integrar os dois tipos de cultivo, já que foi dessa maneira que a natureza fez para desenvolver todas as espécies que a gente conhece”.  

    Regeneração 
    Por se tratar de uma técnica que imita o que acontece na natureza, o Sistema Agroflorestal auxilia também na regeneração do solo, além de diminuir problemas como a erosão, as pragas, as doenças, o uso excessivo de agrotóxicos e a não preservação da mata nativa do local. 

    Como forma de auxiliar no principal objetivo do acordo de Paris, que é a redução dos gases do efeito estufa – tendo como principal o dióxido de carbono –, as práticas agroflorestais ajudam muito, pois permitem fixar mais carbono no solo. 

    Para que as agroflorestas sejam eficazes, é necessário um planejamento. É importante que exista uma cautela com as espécies que vão trabalhar em conjunto com o clima do local, o solo, os custos e as legislações vigentes. 

    Feira de Trocas 
    Outras iniciativas que auxiliam muito na preservação do meio ambiente são o reaproveitamento de produtos, a diminuição no descarte desnecessário e a redução do consumismo exacerbado e, para auxiliar nisso, a UEMG Divinópolis promoverá, no dia 28 de junho, das 16h às 21h30, no saguão do bloco administrativo da Unidade, a 2ª edição da Feira de Trocas Escambiando: Catira de Saberes e Afetos, que permite que diferentes pessoas se encontrem para trocar objetos e serviços, como uma forma de preservar a natureza. Para participar, basta se inscrever através deste link. O evento é aberto à participação da comunidade acadêmica e externa, e a entrada é gratuita. 

    Informações no Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE): sala 703 (bloco 7); telefone/WhatApp: (37) 3229-3597; ou e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  

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