Lucas Prudente Maciel
Estudante do 5º período de Jornalismo – UEMG Divinópolis
Bolsista do Edital PAEx nº 09/2023 (de abril a maio de 2023)
Orientação: professores Daniela Couto e Reinaldo Maximiano Pereira (Laboratório de Jornalismo e Laboratório Multimídia)
Segundo estudos da International Solid Waste Association (ISWA), estima-se que a produção de lixo mundial chegará a 3,4 bilhões de toneladas por ano, até 2050. Diante da crescente taxa de consumismo e descarte exacerbado na população, as feiras de trocas vêm na contramão desta realidade.
Com o objetivo de incentivar que trocar é melhor que a compra – seja de objetos, conhecimentos, experiências, afetos ou valores –, a feira de trocas surge como uma tendência no cenário brasileiro nos últimos anos. A iniciativa – que teve seu surgimento em meados de 1980, mas somente em 2012 se popularizou no Brasil –, provém de uma ideia antiga, o escambo.
Escambo é o nome dado para troca de mercadorias ou serviços, sem o uso de uma moeda, o que era muito comum antigamente. Um exemplo é a relação que ocorreu no período da colonização Brasileira, em que o Pau-Brasil foi relevante “moeda de troca”. A prática do escambo teve seu fim com a monetarização da economia, advinda do desenvolvimento das cidades.
Em um mundo em que a produção de lixo aumenta excessivamente e existe um grande incentivo à compra – mesmo sem necessidade, seja pelo surgimento de “e-commerces” e a facilidade que a internet traz para efetuar compras –, a feira de trocas surge como uma forma de reinventar valores e costumes antigos, além da experimentação de novas formas de convivência.
Nesse viés, a UEMG Divinópolis irá promover a segunda edição da Feira de Trocas da Unidade, o Escambiando. A iniciativa irá ocorrer no dia 28 de junho, na Universidade. A participação é gratuita.
Saiba mais sobre a Feira: www.instagram.com/escambiando/
