Pedro Lucas
Estagiário de Jornalismo – Assessoria de Comunicação | UEMG Divinópolis
Fotos: Divulgação
Orientação: Elvis Gomes e Isabella Marques
Edital nº 2/2024 – Estágio obrigatório do curso de Jornalismo da UEMG Divinópolis
A UEMG Divinópolis, por meio do Programa de Intercâmbio Latino-Americano (PILA), iniciativa conjunta da Associação Colombiana de Universidades (Ascun), da Associação Nacional de Universidades e Instituições de Educação Superior do México (ANUIES), do Conselho Interuniversitário do Instituto Nacional da Argentina (CIN) e da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), recebe intercambistas de várias nacionalidades, além de enviar estudantes da própria UEMG para as universidades parceiras.
Romina Belén Sosa Yacks na UEMG Divinópolis
Romina Belén Sosa Yacks é uruguaia e descobriu o intercâmbio através do convênio que a sua instituição, a Universidad de la República del Uruguay, tem com outros países. Desde o 2º semestre de 2023 cursando o 8º e 10º períodos de Psicologia na UEMG Divinópolis, Romina conta que teve de cumprir alguns requisitos para realizar a experiência. Para que possa fazer o intercâmbio, o aluno tem de cumprir alguns requisitos, como ter um bom nível de inglês, saber o idioma do país e fazer uma carta de recomendação. Algumas das matérias prestadas pela estudante incluem o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Teorias e Técnicas Psicoterápicas e o estágio no Serviço-Escola de Psicologia da Unidade (SePsi).
A intercambista ainda complementa que a recepção na UEMG foi ótima, e até o momento está sendo uma experiência inesquecível. “Eu tive assistência dos professores, e, principalmente, do Reinaldo Júnior, que é meu tutor de TCC e encarregado do curso. Eu recomendaria a todos os estudantes da minha Universidade fazerem intercâmbio na UEMG.” A passagem da uruguaia no país finaliza em fevereiro de 2025, com o encerramento do período letivo, mas, para Romina, a experiência será sempre lembrada com carinho.
Gloire Destinée Picka em Divinópolis
A estudante de Jornalismo Gloire Destinée Picka, de 21 anos, descobriu a UEMG Divinópolis através do Programa de Estudantes Convênio de Graduação (PEC-G), iniciativa do governo brasileiro que oferece a estrangeiros a oportunidade de cursar o ensino superior em universidades públicas e privadas do país. Gloire, que desenvolveu o interesse pelo jornalismo com o tempo, encontrou no Programa a oportunidade de iniciar a graduação fora de sua nação de origem, a República Democrática do Congo. A aluna expressa que foi desafiador se aventurar em terras brasileiras. “A experiência que não posso esquecer é a aprendizagem da língua; foi difícil aprender uma língua que você nunca falou em oito meses.” Desde o começo do ano na UEMG Divinópolis, ela conta que recebeu ajuda e as orientações do Núcleo de Apoio ao Estudante (NAE). Camila da Fonseca Salvador, analista universitária com formação em Serviço Social alocada no NAE, expressa que o setor é um ponto de apoio, pois sempre buscam dirimir as dúvidas que os estudantes intercambistas possuem. “Receber estudantes intercambistas é uma oportunidade enriquecedora, pois possibilita trocas e amplia as maneiras como vivenciamos os espaços acadêmicos e sociais, além de diversificar as formas de apreensão e construção de conhecimento cultural, das permanências na universidade”, complementa Camila.
Fernanda Vieira de Sant’ Anna, doutora em Estudos de Literatura (UERJ), é representante de Internacionalização da UEMG Divinópolis. Ela conta que seu papel é divulgar oportunidades internacionais; facilitar o diálogo entre instituições, intercambistas e professores; ser uma ponte com a Assessoria de Intercâmbio e Cooperação Interinstitucional (AICI) e promover a Internacionalização na Unidade Divinópolis. “Normalmente, há uma reunião anterior à chegada dos intercambistas e passamos a ficar em contato para acompanhar sua chegada e auxiliar a providenciar os documentos necessários para sua estadia na UEMG, como o Registro Nacional Migratório (RNM) junto à Polícia Federal. Acompanho pessoalmente os intercambistas que necessitam de ajuda”, pontua Fernanda.
Em seu 2º período no curso, Gloire conta que se encontrou academicamente e estudou matérias de Sociologia, Produção Textual e Fotografia. “Eu acho as matérias do curso de Jornalismo muito interessantes e desafiadoras. Mas também exigem uma boa adaptação ao idioma e à cultura local.” Com mais três anos pela frente, ela anseia por novas experiências na Unidade, através de projetos de pesquisa e extensão e eletivas em outros cursos. Ela também incentiva a todos de seu país que queiram seguir os seus passos. “Minha recomendação é me preparar para sair da zona de conforto. É importante pesquisar muito sobre o país e entender a cultura local e ter a vontade de aprender um novo idioma”, ressalta a estudante.
Geovana Azevedo Martins na Universidad del Tolima
Diferentemente das outras duas estudantes, Geovana Azevedo Martins, também aluna de Jornalismo da UEMG Divinópolis, realizou o intercâmbio para a Colômbia no primeiro semestre de 2023. Recebida pela Universidad del Tolima, localizada em Ibagué, Geovana declara que o intercâmbio foi a melhor experiência acadêmica que ela já vivenciou. “A Universidade é muito bem preparada para receber alunos, com todos os esportes que possa imaginar, como muro de montanhismo. Pude estudar autores latinos, desde colombianos a mexicanos.” Geovana também relata que foi muito bem recepcionada e se sentiu em casa em diversos momentos.
Algumas das disciplinas estudadas por Geovana foram Teorias Audiovisuais, Edição Cinematográfica, Design Sonoro, Teatro, Cerâmica, Pintura, Aula de Salsa e Circo. “A gente atuava, escrevia o roteiro, fazia o planejamento de como produzir um filme”, conta Geovana sobre as aulas de edição cinematográfica. Das aulas de design sonoro, ela relembra o trabalho da cena da novela brasileira “Avenida Brasil” (2012), em que teve de refazer todos os sons presentes em tela. “Não presenciei uma aula em que tivesse que sentar na cadeira, ler um artigo e fazer uma prova; todas as aulas foram bastante práticas.” Uma dica que Geovana fornece para quem deseja participar do PILA é apenas tentar: “Às vezes, pensamos que não temos nota, que serão muitos inscritos, mas a realidade é completamente diferente, e, por ser um intercâmbio na América Latina, é muito enriquecedor, longe do pensamento eurocentrista com que estamos acostumados”.
Para as três intercambistas, o mais difícil é ficar longe da família. Gloire expressa que a distância da família traz muitas saudades. “Não estar perto das pessoas que amo, especialmente em momentos importantes, é algo que sempre pesa no coração.” Romina comenta que a distância é algo a se lidar todos os dias, mas que as ligações e chamadas de vídeo diminuem um pouco a saudade. “Apesar dos momentos tristes de distância da família e amigos, é uma experiência única e que todos irão te apoiar, pois sabem da grandiosidade e importância desse momento na sua vida”, finaliza Geovana.
