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    Projeto de pesquisa da UEMG instala sensores na Cordilheira dos Andes para monitorar solos e mudanças climáticas

    Um projeto de pesquisa da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) instalou sensores de monitoramento a 5.200 metros de altitude, no nevado Ausangate, na Cordilheira dos Andes, no Peru. A iniciativa integra o estudo “Dinâmica da pedosfera: permafrost, geotecnologias e mudanças climáticas”, que busca compreender processos de solo em regiões de alta montanha e seus impactos sobre o clima e os recursos hídricos.

    A expedição científica, realizada na última semana, foi coordenada pelos professores Thiago Torres, da UEMG Divinópolis, e Márcio Francelino, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), com a participação dos professores Carlos Schaefer (UFRJ), Eduardo Senra (UFU) e Ivan Alekseev (AARI/Rússia), além da mestranda Amanda Lopes, que desenvolve sua dissertação na região andina.

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    Durante a missão, foram instalados sensores para o monitoramento contínuo da temperatura, umidade e fluxo de CO₂ no solo, além de coletadas amostras para análises de matéria orgânica e datação. O estudo visa contribuir para o entendimento das dinâmicas do permafrost e das transformações ambientais provocadas pelas mudanças climáticas em ambientes de altitude.

    Localizado na cabeceira de drenagem do rio Amazonas, o nevado Ausangate tem importância estratégica para a compreensão dos fluxos hídricos que influenciam ecossistemas e atividades agrícolas em grande parte da América do Sul.

    O projeto conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Rede Terrantar/INCT Criosfera. Outras áreas da Cordilheira dos Andes também estão previstas para receber expedições científicas dentro da mesma linha de pesquisa.

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