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    Professor do curso de Serviço Social da Unidade Divinópolis lança livro durante o 27º Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG

    Assessoria de Comunicação – UEMG Divinópolis
    📄 Elvis Gomes | 📸 Divulgação

    O professor Rogério Castro (foto abaixo), do Departamento de Ciências Sociais Aplicadas da UEMG Divinópolis, lança, nesta quinta-feira (27/11), às 19h, na sala 513 (bloco 5) da Unidade, o livro "Lukács e a reprodução social: escólio a partir de 'Para uma ontologia do ser social'", publicado pela Editora Dialética. O evento integra a programação do 27º Seminário de Pesquisa e Extensão da UEMG.

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    Segundo o professor, a obra traz uma visão sistemática de um dos capítulos, o da reprodução da sociedade, da última grande obra do filósofo marxista húngaro George Lukács, "Para uma ontologia do ser social". "Trata-se de um escólio, um tipo de trabalho que tem por finalidade iniciar estudantes e interessados nos estudos de autores clássicos. O livro apresenta o conceito de ontologia, as três esferas ontológicas, os nexos e contrastes entre o ser social e a natureza e como, a partir do ato de trabalho que dá origem ao ser social, a sociedade se desenvolveu da cooperação entre os membros singulares à divisão em classes. A partir deste ponto, emerge a esfera jurídica, ou a jurisdição conscientemente posta, para regular os antagonismos que derivam da estratificação da sociedade em classes", comenta o autor.

    "Outro ponto importante a ser destacado é a perspectiva da totalidade. Para Lukács, a apreensão de esferas sociais, como a economia, a educação, o direito, a linguagem etc. não podem ser corretamente compreendidas dissociadas da totalidade social – a relação das partes com o todo. Aqui, Lukács recupera o princípio marxiano do momento predominante na interação entre os complexos (ou esferas) sociais", complementa.

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    O autor ressalta que se trata de um trabalho de interesse para todas as áreas das Ciências Sociais, não apenas ao Serviço Social. "Até pouco tempo atrás, tornou-se lugar-comum falar em 'crise de paradigmas' nas Ciências Sociais, que era uma forma de afirmar que as principais vertentes epistemológicas da modernidade, como positivismo, estrutural-funcionalismo e outras teriam se tornado anacrônicas para ler as sociedades que emergiram após o advento da robótica, da cibercultura ou da era da informática. Com a queda do muro de Berlim e o fim da guerra fria, falou-se em 'fim da história' e, com isso, da 'necessidade' de substituir o marxismo, uma vez que a luta de classes havia sido condenada ao museu da história. Em uníssono, uma dada corrente do pensamento contemporâneo afirmou que os grandes relatos da modernidade, que buscam explicar a história humana de modo racional, haviam sido superados. A nosso ver, a obra de Lukács vai na direção contrária. Ela mostra como é muito mais profunda e complexa, por exemplo, a tese marxiana de que a economia é o momento predominante da reprodução da sociedade – ele refuta as críticas de que Marx teria sido um autor determinista. Ademais, a obra do autor fornece um instrumental teórico-analítico muito rico para a compreensão das transformações do mundo contemporâneo", explica o professor.

    Docente do curso de Serviço Social da UEMG Divinópolis, Rogério é doutor em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Realizou estágio de pós-doutoramento pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado/Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PNPD-Capes). Desde 2008, dedica-se aos estudos da Filosofia Moderna e Contemporânea, com destaque para a obra de Lukács.

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