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    Professora da Unidade Campanha lança livro Rosário das Almas Ancestrais: fronteiras, identidades...

    A professora da Unidade Campanha Leonara Delfino (na foto, à direita) lançou o livro  "O Rosário das Almas Ancestrais: Fronteiras, Identidades e Representações do Viver e Morrer na Diáspora Atlântica". A publicação foi fruto de uma pesquisa de doutorado em História, defendida em 2015 pela Universidade Federal de Juiz de Fora, com estágio de PDSE realizado em parceria com a Universidade de Coimbra (Portugal).

    O lançamento da obra ocorreu oportunamente durante a Semana da Consciência Negra, em Campanha, e contou com a apresentação artística de Oyá Resende (na foto, à esquerda) e seu grupo de candomblé.

     

    Sinopse: "A pesquisa se propõe, através do estudo da religiosidade confraternal da Irmandade do Rosário dos Pretos, entender os significados construídos pelos confrades do exílio e seus descendentes em torno dos signos, cultos, celebrações e práticas vinculados aos modos de viver e de morrer como irmãos. Preocupamo-nos, ao longo do trabalho, em averiguar como as experiências e acepções de vida e de morte foram recriadas na outra margem do Atlântico a partir da apropriação do bem morrer e do bem viver orientados pela liturgia católica em interação com as heranças africanas de ancestralidade.

    Nesta confraria se desenvolveu uma devoção peculiar às almas milagrosas, reconhecidas nas almas dos parentes de nação filiados à Nobre Nação Benguela — segmentação interna dos pretos do Rosário — criada provavelmente no final do século XVIII com o objetivo de potencializar a caridade aos seus irmãos mortos de nação, através da encomendação de sufrágios para o livramento dos seus parentes das penas do Purgatório. Com o tempo, a Nobre Nação de Benguela alcançou uma notória coesão e organização, ao ratificar a compra de uma casa no início de Oitocentos pela qual serviria de espaço cerimonial denominada por Palácio da Nobre Nação. Não obstante, os irmãos benguelas e seus vassalos — sob proteção do Rosário — se reconheceram espiritualmente e fortaleceram, continuamente, seus vínculos com seus parentes de nação, através do redimensionamento da ancestralidade viabilizado pelo culto das almas na liturgia católica."

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