A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) foi homenageada durante a 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Conapir 2025) realizada entre os dias 15 e 19 de setembro de 2025, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O encontro reuniu cerca de duas mil pessoas por dia, dentre delegados, convidados, observadores e expositores de todas as regiões do país.
No encerramento da Conferência, o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR) aprovou a moção de apoio à UEMG. Nela, a Universidade é reconhecida como instituição pública e gratuita de qualidade acadêmica e socialmente referenciada, que “é patrimônio público, espaço de oportunidades reais para aqueles historicamente excluídos do ensino superior, e pilar de mobilização social e transformação cultural em Minas Gerais”.
A nota destaca que “com ampla capilaridade regional, a UEMG atende majoritariamente estudantes oriundos de escolas públicas e de famílias populares. Conforme estudos internos, cerca de 70% do corpo discente provém dessas camadas sociais. Destacam-se especialmente alunos(as) negros(as), quilombolas, indígenas, ciganos(as) e agricultores(as) familiares, grupos históricos de baixa representação no ensino superior”.
O documento alerta também para os recentes ataques que ameaçam a autonomia da Universidade e sua existência. Nesse contexto, os delegados citaram o Projeto de Lei nº 3.738/2025, vinculado ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados junto à União (PROPAG).
O texto sustentou também que essa proposição, em tramitação juntamente com outros projetos, representa um retrocesso com risco de precarização das condições de permanência estudantil e de comprometimento das políticas de inclusão.
A moção termina destacando que a UEMG oferece oportunidades de acesso universitário à população excluída, fortalecendo a inclusão.
Ao encerrar a conferência, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, destacou que “as moções são instrumentos políticos que abraçam a coletividade das vozes de maneira justa e igualitária, ampliando o vínculo e o diálogo entre o Governo do Brasil e a sociedade”.
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Por Arthur do Vale (Ascom/UEMG), Fotos Carla Carneiro (Reitoria).
