Nona ação do Rondon da UEMG envolveu 10 integrantes em atividades de extensão no Paraná
A Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) integrou a Operação Pé Vermelho (99ª edição do Projeto Rondon) realizada de 19 de janeiro a 7 de fevereiro no estado do Paraná. A mobilização reuniu cerca de 252 estudantes e professores de 25 Instituições de Ensino Superior (IES) em 12 municípios, oferecendo oficinas e capacitações em áreas como educação, saúde, meio ambiente, tecnologia, cultura, trabalho, comunicação, direitos humanos e justiça.
A UEMG atuou com dez rondonistas (oito estudantes e duas professoras), integrados a outra IES, totalizando em média cerca de 22 rondonistas por município. Conforme avaliação das coordenações, o foco esteve em levar cidadania e conhecimento aplicado às demandas locais, seguindo os pilares do Projeto Rondon de unir saberes acadêmicos e realidades populares.
A equipe da UEMG foi coordenada pelas professoras Deise Maito (Direito, Unidade Ituiutaba) e Marta Figueiredo (Biologia, Divinópolis). Participaram oito alunos de graduação de diferentes cursos e unidades da universidade:
- Educação Física (UEMG Divinópolis)
- Medicina (UEMG Passos)
- Jornalismo (UEMG Frutal)
- Biologia (UEMG Divinópolis)
- Psicologia (UEMG Ituiutaba)
- Enfermagem (UEMG Passos)
- Matemática (UEMG Carangola)
Em campo, as atividades foram organizadas em dois conjuntos temáticos. O Conjunto A concentrou-se em áreas humanísticas (educação, saúde, cultura e afins) e o Conjunto B em áreas técnicas (meio ambiente, tecnologia, trabalho etc.). Por exemplo, foram realizadas oficinas de artes marciais e defesa pessoal para a comunidade local, além de ações voltadas à preservação ambiental e à alfabetização de produtores rurais.
O projeto teve caráter imersivo (cerca de vinte dias consecutivos) e trabalhou na formação de multiplicadores locais, capacitando voluntários da própria comunidade para manter as ações após o retorno dos rondonistas.
Segundo a coordenação da UEMG, o principal objetivo das oficinas foi propor soluções sustentáveis e capacitar multiplicadores para atender às demandas apontadas pelas comunidades. Nesse sentido, o Rondon reforça o compromisso da extensão universitária em aproximar teoria e prática: “um dos pilares do projeto é não somente integrar a Academia no desenvolvimento das comunidades, mas também proporcionar aos estudantes contato com a realidade brasileira e aplicar na prática os conteúdos estudados em sala de aula”.
Ao fim da operação, as equipes relataram ampla receptividade das cidades participantes e grande envolvimento da população nas atividades propostas. A experiência de campo permitiu aos estudantes desenvolver protagonismo e sensibilidade social, conforme ressaltado pelos organizadores.
Em síntese, a participação da UEMG na Operação Pé Vermelho reforçou o papel da universidade no fomento à cidadania e na formação de agentes transformadores, destacando o valor da extensão universitária e o engajamento dos alunos em iniciativas comunitárias.
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Texto por Arthur do Vale (Ascom/UEMG), fotos @rondonuemg no Instagram

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