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    Frente Parlamentar em defesa da ciência e pesquisa é oficializada em audiência pública

    Audiência Pública realizada na tarde desta terça-feira (07/05), no Auditório José Alencar, da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais, lançou a Frente Parlamentar em defesa da ciência e pesquisa com a assinatura de 75 parlamentares e a presença de reitores e representantes das universidades federais e estaduais de Minas Gerais, professores, docentes e pesquisadores.

    A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) mediou a audiência e informou que a Frente possui objetivos concretos sendo um deles acelerar a tramitação da PEC que torna automático o repasse de 1% da arrecadação do Estado para a Fapemig, e que a Comissão de Educação aprovou e os deputados já estão realizando um ciclo de debates para construção do Plano Estadual de Ciência e Tecnologia, ainda inédito em Minas Gerais.

    Com a palavra aos membros da mesa, a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, foi enfática ao afirmar que não se constrói um país sem investimento em conhecimento, ciência e tecnologia. “O bloqueio de 30% dos recursos das universidades federais representa um problema enorme de descontinuidade de projetos de pesquisa e extensão, além de desemprego, em vista que diversos funcionários são terceirizados”, comentou a reitora.

    Teodorico de Castro, pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal de Lavras, salientou que a pesquisa e tecnologia contribuem para diminuirmos problemas crônicos como a crise de alimento no mundo. Segundo o professor, “não vivemos um cenário apocalíptico porque o Brasil é líder de produtividade por hectare no mundo e isso se dá por meio de pesquisas que oferecem técnicas de produtividade e otimização do solo”. Ainda de acordo com o pró-reitor, a UFLA levantou o impacto da universidade para o município de Lavras e foi verificado que, em quase 10 anos (2007-2016), a receita do município foi de R$ 2,1 bilhões e da instituição R$ 2,7 bilhões, “ou seja, o que se gera com a universidade é maior do que o restante gerado em Lavras”, exemplificou o docente.

    LançamentoFrentepelaCiênciaePesquisaMG fotoLavíniaA reitora da Universidade do Estado de Minas Gerais, Lavínia Rodrigues, reforçou a importância da audiência e das bandeiras debatidas, como a garantia dos direitos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Para nós, é um momento muito importante porque estamos aqui de mãos dadas para defender a ciência, a pesquisa e a tecnologia. Essas três palavras, no nosso caso, tem um sinônimo, e esse é Fapemig. Nós estamos aqui em Minas para fortalecer essa Frente Ampla. No nosso país a pesquisa é essencialmente pública. Estamos aqui, sim, para disputar os fundos públicos e precisamos defender a educação. A sociedade clama por desenvolvimento, clama por progresso científico e por mais inovação. Nós queremos ver garantido que o recurso mínimo constitucional seja repassado para a Fapemig”, finalizou a reitora.

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