A mais recente reunião ordinária do Conselho Universitário da UEMG (CONUN) reservou boas notícias para seus servidores técnicos e analistas universitários, que a partir de agora terão a oportunidade de receber bolsas para integrar equipes de projetos de pesquisa e extensão da Universidade.
A novidade, válida para servidores administrativos de vínculo efetivo, é de autoria conjunta das Pró-reitorias de Extensão e de Pesquisa e Pós-graduação e foi aprovada por unanimidade na reunião do mês de outubro, resultando nas Resoluções nº 691 e 692/2025, que, respectivamente, autoriza a participação desses membros da Comunidade Acadêmica e estabelece os valores das bolsas a serem praticados.
O BTEC (Programa de Incentivo à Participação de Técnicos e Analistas Universitários nas atividades de pesquisa ou extensão da UEMG), tem por objetivos, além de efetivar o que sua própria nomenclatura dispõe, valorizar a atuação dos servidores administrativos, apoiar sua atuação estratégica em projetos de pesquisa e extensão e promover sua integração com outros segmentos da comunidade acadêmica.
O Programa contará com editais específicos para a inscrição de projetos de pesquisa e extensão, que deverão ser submetidos por professores, e nos quais constarão a indicação de servidores técnicos e analistas necessários para sua consecução.
A pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, professora Vanesca Korasaki, anunciou que os editais inaugurais do BTEC deverão ser publicados nos próximos dias: “como teremos uma janela limitada para o lançamento, em razão do próximo ano ser eleitoral, os servidores técnico-administrativos já devem iniciar as interlocuções com docentes para preparar a submissão das propostas”, recomenda.
Ela ainda revela que serão publicados um edital para pesquisa e outro para extensão e que os servidores administrativos poderão concorrer em ambos; no entanto, como não poderão acumular bolsas, deverão optar por uma delas em caso de dupla aprovação.
São requisitos para o acesso às bolsas: ter vínculo efetivo; estar em exercício no período de implementação das bolsas; ter currículo cadastrado na Plataforma Lattes e obter a aprovação do projeto submetido em edital específico.
As atividades deverão ser desenvolvidas em horários distintos daqueles nos quais o servidor administrativo já cumpre sua jornada diária habitual. Cabe ainda ressaltar que o pagamento das bolsas está diretamente vinculado a liberação de recursos pelo Governo de Minas e que os servidores que porventura obtenham avaliação insatisfatória em suas atribuições nos projetos, ficarão impedidos de concorrer a novas bolsas na edição seguinte.
Valores das bolsas aprovadas
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Qualificação do servidor |
Valor (em reais) |
Parcelas |
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Ensino Médio |
800 |
Definidas em cada edital, podendo chegar até a 24. |
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Graduação |
900 |
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Pós-graduação |
1.100 |
Repercussões
Durante a reunião ordinária do Conun na qual a proposta foi aprovada de forma unânime, os conselheiros elogiaram a proposta originada pelas pró-reitorias de Extensão e Pesquisa e Pós-graduação, distinguindo-a como um reconhecimento à categoria e ao potencial de seus profissionais.
Para a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação, professora Vanesca Korasaki, o ingresso de servidores administrativos nas áreas de pesquisa e extensão tende a ser estratégico quando se interrelaciona a área de conhecimento do projeto com a formação dos profissionais atuantes.
Outro elogio à proposta surgiu da relatora do projeto, a analista universitária Vanessa Canton, representante dos servidores técnico-administrativos no Conun. “Estamos muito felizes e empolgados com essa proposta, que valoriza a contribuição do corpo administrativo e estimula sua integração com a área acadêmica, reforçando o compromisso da Universidade com a formação continuada, a Inovação e a produção de conhecimento coletivo”.
Renata Janaína do Carmo, também representante dos servidores no referido Conselho, complementou: “é uma oportunidade para mostrarmos que podemos também produzir ciência, porque nossos servidores têm esse potencial, têm esse intelectual, o que nos traz um incentivo a interagir melhor com a instituição e com nosso entorno”.
O pró-reitor de Extensão, professor Moacyr Laterza Júnior, corroborou: “Essa é uma demanda antiga dos técnicos administrativos. É uma questão nem apenas de merecimento, mas de democratização. Um momento histórico da Universidade”, sentenciou.
